domingo, 28 de novembro de 2010

Prova de fogo!



Creio que nenhum outro filme fala tão bem de amor entre casais quanto este. Prova de fogo deveria ser usado como um manual para todos os casais que realmente querem servir a Deus, e também para todos aqueles que gostam de trabalhar com casais.
Casamento não é brincadeira de criança. É a união de duas pessoas completamente diferentes, com sonhos diferentes, vontades diferentes, realidades diferentes, visões de vida diferentes, que passam a ter de viver como se fossem um só. Juntar tudo isso e fazer um mix bem gostoso, aí é que está o grande desafio.
O ingrediente principal? Amor!
Se não houver amor, ou se o amor for a última coisa em que se pensar, nada feito. Impossível conciliar essas diferenças e achar um denominador comum para que o casal viva o projeto de Deus para suas vidas.
Hoje em dia esse tema, casamento, anda tão banalisado, quero dizer, casou, não deu certo, separa, simples assim.
Segundo o IBGE, o Brasil registrou 100.013 separações em 2009. ou seja, conforme essa mesma pesquisa, publicada no portal de notícias do UOL no dia 12 de novembro, para cada cinco casamentos houve um divórcio (título da matéria).

Por que isso?
Porque desistir às vezes parece a única solução plausível, o divórcio, a saída mais acertada. Assim, pensam, ninguém se machuca.
Será?
O que me faz lembrar daquela música de Roberto Carlos, interpretada por Maria Betânia, lembra? Fera Ferida:

"Acabei com tudo, escapei com vida,
Tive as roupas e os sonhos rasgados na minha saída.
Mas saí ferido, sufocando o meu gemido..."

Outros experimentam viver juntos por um tempo, se ver que dá certo, beleza, sacramenta a união, senão, cada um pro seu canto e segue a vida.
E assim vai-se vivendo como um beija-flor, de flor e flor até agradar-se de uma e 'tchan' achei minha cara-metade!
Mas não é esse o projeto de Deus.

Esse é o estilo de vida dos artistas de TV e cinema que muitos copiam, infelizmente até dentro de nossas igrejas. Ninguém está mais preocupado com o que Deus pensa, o que Deus quer prá nossas vidas.
Ele não enviou seu filho prá morrer em uma cruz para nos dar bons carros, dinheiro, saúde, uma vida de sucesso. Cristo veio para que tivéssemos vida e a tenhamos em abundância, mas em todos os sentidos. Ele quer ser o Senhor de nossas vidas em todas as áreas.
Não só nos negócios, mas nas mínimas coisas Ele quer ser nosso Senhor, caso contrário Ele será meio Senhor, sua será meia glória, e Ele não divide sua glória com ninguém. Todas as áreas de nossa vida devem estar em suas mãos, e quando isso acontece Ele faz o que tem prá fazer, e é sempre o melhor prá nós.

Nesse filme, que é o terceiro do Pr. Alex Kendrick, ele captou bem essa mensagem. Calebe (Kirk Cameron) é um bombeiro, que sabe como é importante o companherismo no trabalho. O lema da  corporação é 'nunca deixe seu companheiro para trás', ele vive isso em seu cotidiano, mas o casamento é um desastre.



Já à beira de um divórcio, o pai de Calebe divide com ele a experiência que teve em seu casamento, e dá a ele um livro de presente 'O Desafio de Amar', daí em diante ele começa a ver as coisas de forma bem diferente.
Como todo desafio é difícil, duro, chega parecer intransponível, mas no final tem-se a impressão de que até os anjos nos aplaudem, tamanha é a satisfação de ter vencido.

É assim que o Capitão Caleb Holt se sente quando vê o fruto do seu empenho!

Um filme emocionante que vale a pena assistir, prestar atenção nos detalhes, inclusive na forma que Calebe usa a Internet, refletir, e usar também em palestras para casais. Por que não? Afinal é disso que se trata.

Assista, mergulhe de cabeça na história, proponha a si mesmo  esse desafio e mude o rumo do seu casamento!

 

domingo, 21 de novembro de 2010

O Presente Perfeito (2)

Analisando as Personagens (1)


Max

Quando lemos um livro ou assistimos um filme algumas algumas personagens nos marcam de tal forma que começamos a pensar no que, de fato, nos é apresentado.
No caso de 'O Presente Perfeito' as personagens podem ser vistas como simbolismo de algumas qualidades ou virtudes humanas, bem como defeitos, essa é minha interpretação.

A adolescente Max, por exemplo,  me parece um símbolo do Egoísmo.
A vida dela, os pensamentos dela, os desejos, as prioridades, tudo gira em torno dela. Nada do que pensa deixa fora o 'eu'. Logo no início ela chega despejando um monte de reclamações na mesa da mãe e uma lista de 'desejos' para o 'seu' aniversário.
E não há pessoas realmente assim? Que só pensam em si mesmas, dando a entender que o mundo gira em torno delas. As coisas só fazem sentido e só estão certas se for de seu jeito, fora isso não há acordo.
No decorrer do filme ela aprende que as coisas não funcionam bem assim.  Uma frase sobre o egoísmo que li diz:

"Egoísmo não é viver à nossa maneira, mas desejar que os outros vivam como nós queremos. "
(Oscar Wilde)

Repare se não é bem assim que Max se mantém durante boa parte do filme.

O cristão, porém não deve agir assim, deve ser o contrário, procurar viver o amor que Cristo nos demonstrou.

Um certo pastor amigo meu, já de saudosa memória, contou-me certa vez uma história que até hoje toca meu coração.

"Certo dia um homem chegou-se ao pastor de sua cidade, já cansado de tanto aquele pastor insistir com ele prá que entregasse sua vida a Cristo, disse ao pastor algo meio estranho naquela manhã:

-Bom dia Pr.! Pensei muito no que o senhor disse a noite passada e tomei uma decisão. O senhor sabe que a minha maior dificuldade em aceitar Jesus como meu Salvador pessoal´deve-se ao fato de não conseguir vê-lo para saber se Ele realmente existe, mas se o senhor provar que Deus é real e eu puder vê-lo, então serei um cristão devotado de sua igreja, o que me diz?

Para sua surpresa o pastor respondeu com um grande sorriso no rosto:

-Está bem! Negócio fechado! Você vai passar 24 horas comigo todos os dias dessa semana. Se até o último dia você não conseguir ver Deus na minha vida, eu mesmo largo o ministério."

Que coragem! Que certeza! Mas será que todos estamos em condições de fazer esse desafio a uma pessoa que não é cristã? Somos um poço de egoísmo ou uma fonte de amor? Não sejamos como a Max, que parece viver igualzinho uma música que diz "Primeiro eu, segundo eu, terceiro eu..." Essa é a filosofia do mundo, cantada em verso e prosa.

Nosso Deus nos quer diferentes. Em Deus somos maiores que isso. E se estamos falando de Natal com esse filme, então comecemos agora no Natal e façamos desse mandamento do Senhor o nosso lema:

"Ama ao teu próximo como a ti mesmo."